5 de Setembro – Freddie Mercury e Porto União (SC) – 2017

☺ CAPA – Freddie Mercury 71 Anos

▒ CIDADE – Porto União (SC) 100 Anos

▒ ANIV. – Bira • Raquel Welch • Werner Herzog • Décio Piccinini • Michael Keaton • Bell Marques • Caíque Ferreira • Gastão Moreira • Rachel Sheherazade • Criolo • Marcelo Adnet • Katerina Graham • Skandar Keynes

▒ FATOS – Amazonas • Jango • Voyager 1 • Tuvalu

▒ ÓBITOS – Auguste Comte • Madre Teresa de Calcutá

1 ▒ POSTER e VÍDEOS

GALERIA de VÍDEOS
Principais Vídeos da WEB publicados no Acontecimentos do Dia e outras WEB TVs da Rede Sampaio

2 ▒ NASCIMENTOS

1934Bira ▒ Ubirajara Penacho dos Reis (Salvador, 5 de setembro de 1934), mais conhecido como Bira, é um músico brasileiro.[1] Tornou-se conhecido por tocar baixo elétrico no Sexteto do Jô, que se apresentava diariamente no Programa do Jô, sempre seguindo as piadas do apresentador com seu riso peculiar.[2]


1940Raquel Welch ▒ Raquel Welch, nome artístico de Jo Raquel Tejada, (Chicago, 5 de Setembro de 1940) é uma atriz estadunidense lembrada por seus papéis nas décadas de 60 e 70, como em Viagem Fantástica e Os Três Mosqueteiros[1]. Sex symbol na década de 1960, quando estrelou o filme Mil Séculos Antes de Cristo (1966) usando apenas um biquíni[2].


1942Werner Herzog ▒ Werner Herzog, nome artístico de Werner H. Stipetic (croata: Stipetić) (Munique, 5 de setembro de 1942), é um premiado cineasta alemão. Dirigiu, entre muitos outros filmes Nosferatu: Phantom der Nacht (1979), uma nova visão sobre o clássico de Murnau, de 1922 e Fitzcarraldo (1982). Herzog também trabalhou com atores e personalidades brasileiras como José Lewgoy, Grande Otelo, Milton Nascimento, e Tarcísio Filho, dentre outros.


1945Décio Piccinini ▒ Décio Piccinini (São Paulo, 5 de setembro de 1945) é um jornalista brasileiro. Paralelamente a seu trabalho em redações de revistas, jornais e de jornalismo radiofônico[1]. Em 1970, Silvio Santos convidou-o para integrar o júri do Show de Calouros do Programa Silvio Santos, que na época era transmitido aos domingos, na Globo. Ficou nesse programa por quase 27 anos, até o final de 1996.


1951Michael Keaton ▒ Michael John Douglas (Coraopolis, 5 de setembro de 1951), mais conhecido pelo seu nome artístico de Michael Keaton, é um ator estadunidense mais conhecido por seus papéis cômicos, bem como o seu desempenho em Beetlejuice (1988) de Tim Burton. Keaton também é famoso por retratar o histórico dramático de Bruce Wayne / Batman em Batman (1989) e Batman Returns (1992).


1952Bell Marques ▒ Washington “Bell” Marques da Silva (Salvador, 5 de setembro de 1952) é um cantor, compositor, produtor, guitarrista e empresario brasileiro.


Alcançou o sucesso ainda como vocalista da banda Chiclete com Banana, vendendo quase 8 milhões de CDs, e agenda disputadíssima.

1954Caíque Ferreira ▒ Carlos Henrique Ferreira da Costa (Rio de Janeiro, 5 de setembro de 1954 — Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1994), conhecido artisticamente como Caíque Ferreira, foi um ator brasileiro. Na televisão os momentos mais marcantes foram nas novelas Brilhante e Corpo a Corpo, do autor Gilberto Braga, e Amor com Amor se Paga de Ivani Ribeiro.


1967Gastão Moreira ▒ Gastão Moreira (São Paulo, 5 de setembro de 1967) um apresentador de televisão, ex-VJ da MTV Brasil[1] e jornalista musical, [2] Ao longo de seus oito anos na emissora, entrevistou inúmeras personalidades do rock, como Keith Richards, Angus Young, Steven Tyler e os Ramones.[5] Possui no YouTube um canal de vídeos chamado República do Kazagastão.[3]


1973Rachel Sheherazade ▒ Rachel Sheherazade (João Pessoa, 5 de setembro de 1973)[1] é uma jornalista brasileira que é âncora do telejornal SBT Brasil.[2] Entre 2014 e 2015, foi âncora do tradicional Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan.[3][4] Desde 30 de maio de 2011 divide a bancada do SBT Brasil, principal telejornal da emissora, com Joseval Peixoto e Carlos Nascimento, de segunda a sábado.[9]


1981Marcelo Adnet ▒ Marcelo França Adnet (Rio de Janeiro, 5 de setembro de 1981) é um ator, comediante, roteirista e apresentador de televisão brasileiro. Marcelo tornou-se conhecido nacionalmente através do programa 15 Minutos da MTV Brasil, onde divagava sobre diversos assuntos e fazia improvisos e imitações, e atualmente faz parte do casting da Rede Globo.


1989Katerina Graham ▒ Katerina “Kat” Alexandre Graham (Genebra, 5 de setembro de 1989) é uma cantora, atriz e dançarina norte-americana nascida na Suíça.[1][2] Seu primeiro álbum foi lançado em outubro de 2015, titulado como “Roxbury Drive”. Mais conhecida por interpretar a personagem “Bonnie Bennett” na série The Vampire Diaries, do canal The CW.


1991Skandar Keynes ▒ Skandar Amin Casper Keynes Hourani (Londres, 5 de setembro de 1991) é um ator e músico inglês. Seu nome (Skandar) é a versão abreviada de Iskandar de origem árabe. Seus trabalhos notáveis foram na franquia de filmes As Crônicas de Nárnia, que já inclui O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (2005), Príncipe Caspian (2008) e A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010), adaptações estas baseadas nos clássicos livros infantis de Clive Staples Lewis.


1975Criolo ▒ Criolo (nome artístico de Kleber Cavalcante Gomes; São Paulo, 5 de setembro de 1975) é um rapper brasileiro e cantor de MPB . Em atuação desde 1989, ele também é conhecido por ser o criador da Rinha dos MC’s.

Criolo foi um dos campeões de indicações ao Video Music Brasil 2011 da MTV, sendo indicado nas categorias “Videoclipe do Ano”, com “Subirusdoistiozin”, “Artista do Ano”, “Álbum do Ano”, com “Nó na Orelha” (venceu), “Música do Ano” com “Não existe amor em SP” (venceu), e como “Banda ou Artista Revelação” (venceu).[18]

Ele também foi o primeiro confirmado a se apresentar ao vivo durante a premiação, onde cantou a canção “Não existe amor em SP” ao lado de Caetano Veloso.[19][20]

3 ▒ CAPA do DIA

Freddie Mercury

71 Anos

Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bulsara (Zanzibar, 5 de setembro de 1946Londres, 24 de novembro de 1991), foi um cantor, pianista e compositor britânico, que ficou mundialmente famoso como fundador e vocalista da banda britânica de rock Queen, que ele integrou de 1970 até o ano de sua morte.

Mercury, tornou-se célebre pelo seu poderoso tom de voz e suas performances energéticas que sempre envolviam a plateia, tendo sido considerado pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos.

Como compositor, Mercury criou a maioria dos grandes sucessos dos Queen, como “We Are the Champions“, “Love of my Life“, “Killer Queen“, “Bohemian Rhapsody“, “Somebody to Love” e “Don’t Stop Me Now“.

Além do seu trabalho na banda, Mercury também lançou vários projetos paralelos, incluindo um álbum solo, Mr. Bad Guy, em 1985, e um disco de ópera ao lado da soprano Montserrat Caballé, Barcelona, em 1988.

Mercury morreu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS , em 1991, um dia depois de ter assumido a doença publicamente.

Seu trabalho com Queen ainda lhe gera reconhecimento até os dias de hoje: Mercury é citado como principal influência de muitos outros cantores e bandas.

Em 2006, ele foi nomeado a maior celebridade africana de todos os tempos e também eleito o maior líder de banda da história em uma votação pública organizada pela MTV americana.

Em 2008, ele ficou na décima oitava posição na lista dos “100 Maiores Cantores de Todos os Tempos” da revista Rolling Stone, e no ano seguinte a Classic Rock o nomeou o maior vocalista de rock and roll.

Com os Queen, Mercury já vendeu mais de 150 milhões de discos em todo o mundo.

Biografia

Infância e adolescência

Freddie Mercury, batizado de Farrokh Bulsara, nasceu na colônia britânica Cidade de Pedra, em Zanzibar (hoje parte da Tanzânia, África), seus pais, Bomi e Jer Bulsara, eram parsis zoroastrianos de Guzerate, na Índia.[1]

A família Bulsara se mudou da Índia para Zanzibar para que Bomi pudesse manter seu emprego no Banco Colonial Inglês, e lá o casal também teve sua segunda filha, Kashmira.[1]

Em 1954, aos oito anos, o garoto foi enviado para estudar na St. Peter Boarding School, uma escola para meninos na cidade indiana de Bombaim, tendo feito todo trajeto sozinho a bordo de um navio.[2]

Nessa época, já grande apreciador de música, ele começou a ter aulas de piano, muito influenciado pela cantora local Lata Mangeshkar.[2]

Aos doze anos, montou uma banda chamada The Hectics, com quem ele se apresentava em eventos escolares cantando sucessos de artistas como Cliff Richard e Little Richard, e foi nessa época que ele passou a ser chamado de “Freddie” pelos amigos.[2]

Apesar de ser apreciado pelos mais velhos devido a seu carisma e talento musical, o garoto sofria muito bullying por parte das outras crianças de sua idade devido a sua personalidade afeminada, o que o levou a se tornar uma pessoa introspectiva e muito tímida quando perto de estranhos.[2]

Quando mais velho, Freddie passou a morar na casa de sua avó, mas continuou frequentando o mesmo colégio até o fim do curso, voltando para a casa de seus pais em seguida.[2]

Quando Freddie tinha dezessete anos, a família Bulsara, assustada com a Revolução Civil de Zanzibar de 1964, mudou-se para a capital inglesa, Londres, onde ele passou a estudar arte na Escola Politécnica Isleworth, posteriormente ganhando seu diploma como designer gráfico através da Ealing Art College.[3]

Após sua graduação, Freddie foi trabalhar como vendedor de roupas no famoso Mercado Kensington, ao lado de sua então namorada Mary Austin, e também foi atendente no Aeroporto Heathrow por um breve tempo.[3]

Em 1969, Freddie iniciou a banda Ibex, depois nomeada Wreckage, mas que não durou muito tempo, depois integrando o grupo Sour Milk Sea.[3]

Em abril de 1970, Freddie se juntou ao guitarrista Brian May e ao baterista Roger Taylor no trio Smile, cujo nome foi alterado para “Queen”, e nessa época, Freddie adotou a alcunha “Mercury” como sobrenome artístico, baseado na letra de uma de suas primeiras canções.[4]

Carreira musical

Mercury se tornou mundialmente famoso como vocalista da banda de hard rock Queen, que ele formou ao lado do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor em 1971 sob o nome Smile, com o nome “Queen” sendo adotado logo depois do recrutamento do baixista John Deacon.[4]

Os primeiros álbuns da banda, Queen e Queen II tiveram uma recepção mais limitada ao Reino Unido, [13][14] e o grupo conseguiu certa projeção mundial com o disco Sheer Heart Attack, com a conhecida canção “Killer Queen“.[15] 

Mas foi em 1975 que a banda atingiu o estrelato com o álbum A Night at the Opera, que trouxe a canção “Bohemian Rhapsody, um grande clássico na qual Mercury fundiu o rock and roll com a ópera e criou aquela que é, até hoje, considerada uma das maiores gravações musicais da história.[16]

O Queen seguiu lançando discos muito bem vendidos e realizando grandes turnês mundiais.

Em 1976, foi lançado A Day at the Races, com a canção “Somebody to Love“, e em 1977 saiu News of the World, que trouxe os dois maiores hinos do grupo, “We Will Rock You” e “We Are the Champions“.[17][18]

O álbum seguinte, Jazz, não foi um fracasso, mas falhou em conseguir a mesma aceitação de seus antecessores, apesar de que com The Game o Queen voltou a ser elogiado, trazendo canções como “Crazy Little Thing Called Love” e “Another One Bites the Dust“, uma canção ao estilo de funk rock que foi um grande sucesso e esteve no topo da Billboard Hot 100 por várias semanas.[19]

Na turnê de The Game, o Queen tornou-se a primeira grande banda europeia a se apresentar na América do Sul, com cinco datas na Argentina e duas no Estádio do Morumbi, na cidade brasileira de São Paulo, atraindo uma audiência combinada de quase trezentas mil pessoas.[20]

Em 1982, empolgado com a boa recepção de “Another One Bites the Dust”, Freddie decidiu que queria gravar um álbum inteiro nesse estilo, uma ideia que desagradou profundamente os outros três membros do grupo, mas que acabaram cedendo, produzindo canções de funk rock, new wave e outros estilos diferenciados.[21]

O álbum em questão, Hot Space, se tornou o único grande fiasco do grupo, desagradando profundamente os fãs e recebendo um péssima avaliação da crítica, sendo, até hoje, considerado uma dos piores álbuns já lançado por uma banda.

O fracasso do disco causou muitos problemas no grupo, que se separou momentaneamente, reunindo-se mais tarde para gravar um novo disco, voltando ao seu estilo habitual.[21]

O álbum The Works permitiu que a banda recuperasse sua popularidade, trazendo grandes sucessos como “I Want to Break Free“, “Radio Ga Ga” e “Hammer to Fall“.[22]

Na turnê do disco, a banda voltou ao Brasil como atração principal da primeira edição do festival Rock in Rio, na cidade do Rio de Janeiro em 1985, se apresentando em duas noites para uma audiência combinada de cerca de seiscentas mil pessoas.[23]

Mais tarde naquele ano, a banda realizou uma de suas mais famosas apresentações, como atração principal do festival beneficente britânico Live Aid, no Estádio de Wembley, que foi transmitida ao vivo na televisão para milhões de pessoas e é, até hoje, considerada pela crítica a maior apresentação de um grupo de rock já feita.[23]

Nesse mesmo ano, Freddie lançou seu álbum solo, Mr. Bad Guy, que teve vendas modestas, mas gerou alguns sucessos como “Living on My Own” e “I Was Born to Love You“.[24]

Em 1986, com sua popularidade altamente renovada, o Queen lançou o disco A Kind of Magic, que foi um grande sucesso, e realizou uma turnê de estádios pela Europa, com uma produção e recepção nunca vista antes, com dois concertos no Estádio de Wembley que foram gravados e lançados em vários formatos posteriormente.[4]

Em 1987, Freddie descobriu ser portador do vírus da AIDS, e sua saúde física se deteriorou rapidamente, por isso o Queen se aposentou dos palcos, sendo que o concerto final da Magic Tour, em Londres, no dia 8 de agosto de 1986, foi o último momento de Freddie no palco.[12]

Trabalhando apenas no estúdio, o grupo lançou The Miracle em 1987,[25] e no ano seguinte, Freddie voltou a inovar sua carreira ao lançar o disco Barcelona, um projeto de música clássica ao lado da soprano espanhola Montserrat Caballé.[26]

Em 1991, o Queen lançou Innuendo, que foi um grande sucesso comercial, e mesmo estando com sua saúde extremamente debilitada, Freddie continuou a trabalhar exaustivamente, tanto que, após menos de um mês, ele já estava em estúdio gravando vocais para um disco novo do grupo.[12]

5 de Setembro – Freddie Mercury – 1946 – 71 Anos em 2017 – Acontecimentos do Dia – Freddie Mercury e Jim Hutton.

O cantor, que morreu nesse mesmo ano, já sabia que não sobreviveria por muito tempo, por isso gravou todos os vocais antecipadamente para que a banda concluísse o trabalho mais tarde.[12]

Em 1992, os três integrantes remanescentes do Queen organizaram um grande concerto em homenagem a Freddie, o The Freddie Mercury Tribute Concert, no Estádio de Wembley, que teve a participação de muitas das maiores bandas da história, como Led Zeppelin, Guns N’ Roses, Metallica, U2, e muitas outras.[27]

O álbum gravado com os vocais que Freddie deixou prontos, Made in Heaven, foi finalizado e lançado em 1995.[11]

Hoje em dia, estima-se que o Queen já tenha vendido mais de cento e cinquenta milhões de discos ao redor do mundo.[4]

Descrição artística

Estilo vocal e instrumentos

Apesar de que no dia a dia, a voz de Mercury soava em um tom barítono, quando estava cantando, seus vocais atingiam uma escala de tenor, normalmente variando de Baixo F (F2) para Alto F (F6), quase atingindo a escala soprano, que é feminina.[28] David Bret, um conceituado crítico, descreveu a voz do cantor como “[…]indo de um típico grunhido gutural de rock para um vibrante som tenor, logo atingindo um tom alto, perfeito e cristalino no ápice.”[28] A soprano Montserrat Caballé, com quem Freddie gravou um álbum, declarou que a diferença entre ele e outros cantores é que ele estava realmente “vendendo a voz”.[28] A soprano completou dizendo que “[…]sua técnica era impressionante. Sem problemas de sincronia, ele cantava com um grande senso de ritmo, capaz de mudar facilmente de uma escala para outra. Sua pronuncia era sutil, doce e também poderosa, ele era capaz de encontrar o tom certo para cada palavra.”[28]

Além de cantar, Freddie também tinha uma grande versatilidade artística, sendo capaz de tocar vários instrumentos, sendo também o pianista do Queen.[4] O cantor começou a ter aulas de piano aos nove anos na Índia, e depois de se mudar para Londres, foi treinado na guitarra e no violão, tendo tocado esses instrumentos em várias canções do Queen, e apesar de também ter grande habilidade para tocar teclado, o cantor não gostava desse instrumento, por isso, alguém de fora do Queen sempre era convidado para tocá-lo nos discos do grupo, como Fred Mandel e Mike Moran.[29] Nos concertos do Queen, Freddie executava ao vivo todas as partes de piano, e após 1980, quando foi lançada a canção “Crazy Little Thing Called Love“, Freddie passou a executá-la ao vivo tocando violão, e depois tocando guitarra ao lado de Brian May.[29] Apesar de sempre ter tido uma mente aberta com relação a novas tecnologias, e ter aprovado o uso de sintetizadores em vários discos do Queen, Freddie costumava ter aversão a pianos elétricos por achar o som deles artificial, tanto que em 1975, o cantor se recusou a tocar um piano Wurlitzer na canção “You’re My Best Friend“, de John Deacon, levando o próprio John a ter que gravá-lo.[29]

Influências e composições

No Queen, Mercury era o principal compositor ao lado de Brian May, com Roger Taylor e John Deacon tendo um papel geralmente menor.[4] Freddie criou a maioria dos grandes sucessos do Queen, como “We Are the Champions“, “Bohemian Rhapsody“, “Love of my Life“, “Don’t Stop Me Now“, “Killer Queen“, “Crazy Little Thing Called Love“, e muitas outras.[4] Com o passar dos anos, as composições de Freddie para o Queen passaram por uma grande sucessão de estilos, com uma grande versatilidade artística sendo um dos maiores aspectos do cantor. [4]

5 de Setembro – Freddie Mercury – 1946 – 71 Anos em 2017 – Acontecimentos do Dia – Freddie Mercury e Michael Jackson.

Freddie possuía uma variado gosto musical e influência de diversos cantores e bandas, o que o levava a estar sempre diversificando suas criações. [30] No início dos anos 70, quando o Queen começou, o Led Zeppelin já era uma banda muito popular e apreciada por Mercury, sendo a principal influência em canções como “Seven Seas of Rhye” e “Killer Queen”, canções com um toque de jazz rock característico dos álbuns do Led Zeppelin.[31]

Um grande fã de Elvis Presley, Freddie baseou muito de seu estilo e performance no astro, e algumas canções foram criadas ao estilo sessentista de Elvis, como “Crazy Little Thing Called Love” e “Man on the Prowl”.[2]

Freddie Mercury com Elton John.

No entanto, a tradicional música clássica e o canto gospel, com os quais Freddie teve muito contato enquanto crescia, sempre foram suas principais fundações, com muitos sucessos do Queen trazendo vocais agudos e uma forte presença de piano e coros de fundo, como é o caso de “Somebody to Love”, composta como se fosse um hino gospel, e “It’s a Hard Life“, que abre com uma área da ópera Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo.[2]

5 de Setembro – Freddie Mercury – 1946 – 71 Anos em 2017 – Acontecimentos do Dia – David Gilmour e Freddie Mercury.

O psicodelismo dos anos 70, popularizado pelo Pink Floyd, também teve grande impacto sobre Freddie, principalmente em canções como “Get Down, Make Love” e “My Melancholy Blues”.[2]

Freddie ainda apreciava o funk e o pop rock, o que o levou a criar várias canções nesses estilos, como “Under Pressure” e “Body Language“.[28]

5 de Setembro – Freddie Mercury – 1946 – 71 Anos em 2017 – Acontecimentos do Dia – Freddie Mercury e David Bowie.

A mais apreciada composição de Freddie é “Bohemian Rhapsody”, uma canção revolucionária e complexa, dividida em várias partes e soando em diversos estilos, desde o hard rock até a ópera, possuindo uma letra trágica e rancorosa, e Freddie nunca explicou seu verdadeiro significado, se referindo a ela como sendo “[…]uma daquelas músicas que possui um sentimento de fantasia. Eu acho que as pessoas deveriam apenas ouví-la, pensar sobre ela, e então refletir sobre o que ela tenta lhes dizer[…]”. [16]E

m uma entrevista de 1986, Freddie declarou: “Eu odeio fazer sempre a mesma coisa. Gosto de conhecer as novidades da música, do cinema e do teatro, e então, usar tudo isso.”[28]

Performances ao vivo

Durante sua carreira com o Queen, Mercury realizou mais de setecentos concertos ao redor do mundo em quinze anos em todos os continentes, exceto a Antártida.[4] O Queen foi a primeira banda europeia a fazer turnês na América do Sul, com datas na Argentina, Brasil e Venezuela, e também foi o primeiro grupo a se apresentar na África do Sul, um acontecimento que causou polêmica, pois, naquela época, se apresentar na África significava, aos olhos da política, que o indivíduo apoiava o apartheid (separatismo racial), acusações que foram recebidas como piada pelo grupo.[20] O Queen se tornou célebre por esses e outros feitos, na época, únicos, como se apresentar para cerca de seiscentas mil pessoas no Rock in Rio de 1985, e também ter realizado um concerto para oitenta mil pessoas na Hungria em 1986.[20] A performance mais célebre de Freddie aconteceu no evento beneficente Live Aid, em 1985, quando setenta e duas mil pessoas no Estádio de Wembley cantaram e bateram palmas juntas sob o comando do cantor, até hoje enaltecido pela crítica devido a esse dia.[20]

Mercury possuía várias marcas registradas que lhe deram notoriedade, tanto quanto a sua performance quanto a sua aparência pois, quando ao vivo, Freddie cantava usando um microfone preso a metade de um pedestal, como se fosse seu cetro (“Queen” significa “Rainha”), uma ideia que ele teve antes do grupo, quando seu pedestal quebrou e ele achou que o aparelho era um bom efeito visual.[32] Quando cantava, Freddie fazia movimentos considerados “teatrais”, influenciados pelo seu treinamento em ballet, e também, em todos os concertos, Freddie envolvia a plateia em uma sequência conhecida como “chamada e resposta”, na qual ele executava algumas notas vocais e, em seguida, a plateia as imitava, permitindo que até as multidões em grandes estádios tomassem parte.[32] Freddie também costumava permitir que o público cantasse partes de várias canções, principalmente a versão acústica de “Love of my Life“, e também comandava acenos e palmas sincronizadas em canções como “We Will Rock You” e “Radio Ga Ga“. [32] Nos anos 70, Freddie tinha cabelo comprido e usava uma característica roupa quadriculada, mas a partir dos anos 80 passou a exibir um cabelo mais curto e deixou o bigode crescer, o que se tornou outro de seus símbolos.[32] Logo no começo, devido ao bigode, pessoas da plateia costumavam jogar giletes e espuma de barbear no palco, que o cantor agradecia e guardava no bolso.[33]

Até hoje, a crítica considera Mercury como um dos maiores artistas da história devido a sua performance. Um repórter do The Spectator o descreveu como um artista “fora de série, chocante e charmoso com várias versões extravagantes de si mesmo”.[34] O popular cantor David Bowie, que já gravou e se apresentou com o Queen, se referiu a Mercury dizendo que “dentre todos os cantores teatrais de rock, ele foi o único a levar tudo a um outro nível […] era alguém que podia, literalmente, ter a plateia na palma da mão”.[34] O guitarrista Brian May declarou que Freddie “conseguia fazer a última pessoa na última fileira do estádio se sentir incluída.”[34] Em uma resenha do Live Aid em 2005, um crítico escreveu que “aqueles que listam os maiores vocalistas da história costumam dar a primeira posição para Robert Plant ou Mick Jagger, mas estão terrivelmente errados, por sua performance mitológica no Live Aid Mercury era, sem dúvida, o maior de todos.”[28]

Relacionamentos e sexualidade

Mercury era bissexual não assumido, embora seja costumeiramente descrito como totalmente gay.[5]

Em dezembro de 1974, quando perguntado diretamente sobre sua sexualidade por um repórter do jornal NME,

Mercury respondeu que “houve uma época em que ele era jovem e desprotegido”, e que teve sua “cota de humilhações escolares”, deixando implícito que ser gay o levou a ser discriminado por seus colegas de escola, raramente Freddie falava sobre sua vida particular para a imprensa, e sua família e amigos seguiam a mesma linha, mas sua irmã, Kashmira, disse a uma rede de televisão britânica, que o cantor jamais falou sobre sua homossexualidade diante da família, mas que todos sabiam, e isso nunca os havia incomodado.[5]

A mídia, no entanto, especialmente a britânica, sempre teve interesse em “revelar” Freddie como gay, e constantemente esse assunto era abordado em jornais, revistas e televisão; em 1986, por exemplo, o jornal The Sunday Times publicou uma matéria dizendo que Freddie havia assumido ter “uma dúzia de romances gays“.

5 de Setembro – Freddie Mercury – 1946 – 71 Anos em 2017 – Acontecimentos do Dia – Mary Austin e Freddie Mercury.

No início dos anos 70, Freddie iniciou um relacionamento com a vendedora de roupas Mary Austin, que ele conheceu através de Brian May, que se estendeu durante anos.[6]

O envolvimento amoroso deles acabou quando Freddie confessou sua natureza homossexual para ela, mas os dois mantiveram uma grande amizade por toda a vida, com Freddie dedicando a famosa canção “Love of my Life” em sua homenagem, e também sendo padrinho de seu primeiro filho.[6]

Em seu testamento, Freddie deixou para ela sua mansão em Londres, assim como a detenção de todos os direitos autorais de sua discografia, o que continua a render a Mary milhões de libras todos os anos.

A moça ainda vive com sua família na casa de Freddie. [6]

No fim dos anos 70, o cantor também teve um relacionamento sério com um executivo da Elektra Records, que durou cerca de um ano.[6]

Pouco tempo depois, o cantor se envolveu com a atriz austríaca Barbara Valentin, que inclusive foi uma das figurantes no videoclipe da canção “It’s a Hard Life“, e em 1985 iniciou outro sério romance com o cabeleireiro Jim Hutton, com quem Freddie viveu até o fim de sua vida.[7]

5 de Setembro – Freddie Mercury – 1946 – 71 Anos em 2017 – Acontecimentos do Dia – Freddie Mercury e Jim Hutton.

Jim não deixou Freddie durante sua doença e estava ao lado dele na cama quando o cantor faleceu.[7]

Jim morreu vítima de câncer em 2010.[7]

5 de Setembro – Freddie Mercury – 1946 – 71 Anos em 2017 – Acontecimentos do Dia – Mary Austin e Freddie Mercury.

Mesmo tendo tido outros relacionamentos, Freddie sempre deixou claro que Mary Austin foi a pessoa mais importante de sua vida, e que a considerava uma esposa.

“Muitos dos meus amantes me perguntam porque eles não podem substituir Mary, mas é simplesmente impossível. Mary é minha única amiga, e eu não quero mais ninguém. Para mim, é como um casamento. Nós acreditamos um no outro, e é o suficiente para mim.[6] Mercury sobre Mary Austin.

Doença e morte

Em outubro de 1986, a imprensa britânica começou a noticiar que Mercury havia sido diagnosticado como portador do vírus da AIDS em uma clínica da rua Harley, e uma repórter do The Sun perguntou ao cantor a respeito quando ele desembarcou em um aeroporto voltando de uma viagem ao Japão, e ele negou o boato.[6] De acordo com o parceiro de Freddie, Jim Hutton, o cantor foi diagnosticado soropositivo em abril de 1987, mas decidiu negar todos os boatos sempre que questionado.[6] No entanto, a saúde física de Freddie se deteriorou rapidamente, e ele começou a aparecer em público cada vez mais magro e pálido, o que levou a imprensa a publicar centenas de artigos especulando sobre o assunto.[5] Nessa época, o Queen havia se aposentado dos palcos devido a condição do vocalista, e em 18 de fevereiro de 1990, quando o Queen foi homenageado no Brit Awards, em Londres, recebendo uma condecoração por sua “Contribuição a Música Britânica”, Freddie compareceu ao lado da banda, mas não falou nada, o que apenas alimentou os rumores.[8] Naquela altura, para o grande público, já era uma certeza que o cantor era, de fato, soropositivo, e o Brit Awards foi sua última aparição pública.[8]

Em 1991, totalmente recluso, Freddie era vítima constante do assédio de repórteres, que cercavam sua casa e não iam embora durante dias para conseguir uma foto sua, que estava com uma horrível aparência devido a sua doença. Uma foto do rosto de Freddie, magro e com manchas negras, estampou uma edição do The Sun na matéria “É Oficial: Freddie Está Gravemente Doente”, que foi a edição de jornal mais vendida no ano no Reino Unido.[9] Apesar de não poder se apresentar ao vivo, Freddie continuou a trabalhar com a banda até o fim; depois de descobrir sua doença, o cantor lançou um disco de ópera e também lançou mais dois álbuns com a banda, e continuou a gravar videoclipes com o grupo, o vídeo de “These Are the Days of Our Lives“, gravado em maio de 1991, foi o último trabalho de Freddie em frente as câmeras;[10] para esconder as horríveis manchas que tinha na pele, ele teve de passar horas se maquiando, e o vídeo teve de ser lançado em preto e branco para esconder sua aparência.[10]

Em junho de 1991, Freddie continuou a gravar vocais para novas músicas do Queen para que a banda as terminasse depois, pois ele sabia que não sobreviveria por muito tempo, mas um certo dia teve de abandonar os estúdios totalmente por não ter mais forças nem para se manter em pé.[10] Essas canções foram posteriormente lançadas no álbum póstumo Made in Heaven, em 1995.[11] Em seus últimos dias, Freddie perdeu a visão e não conseguia sair da cama, por isso decidiu parar de tomar sua medicação, e passou a esperar pela morte.[12] Em 22 de novembro, Freddie chamou o empresário do Queen, Jim Beach, e pediu que ele fizesse um comunicado a imprensa para divulgar sua doença, que foi lançado no dia seguinte.[9] Cerca de vinte e quatro horas após o comunicado ser feito, durante a noite, Freddie faleceu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS.[9] Seu funeral ocorreu em Londres três dias depois, assistido por trinta e cinco pessoas, incluindo a família de Freddie, os membros e o empresário do Queen, Mary Austin, Jim Hutton e poucas outras pessoas.[9] O corpo do cantor foi cremado no Cemitério de Kensal Green, e suas cinzas foram entregues a Mary Austin, e apenas ela, Jim Hutton, a família do cantor e os membros do Queen sabem onde as cinzas foram depositadas, e nunca revelaram seu paradeiro.[12]

“Seguindo a enorme comoção da mídia nas últimas duas semanas, eu gostaria de confirmar que fui testado como soropositivo e tenho AIDS. Eu senti que era melhor manter isso privado até agora para proteger a mim e àqueles ao meu redor. No entanto chegou a hora de meus amigos e meus fãs saberem a verdade, e espero que todos se juntem a mim e aos meus médicos na luta contra essa terrível doença. Minha privacidade sempre foi importante para mim e sou famoso por minha falta de entrevistas, por favor, entendam que essa política continuará.[12]

Parte do comunicado de Freddie Mercury assumindo ser soropositivo.”

Recepção e legado

Influência na música

Integrantes de muitas grandes bandas que surgiram antes ou depois do Queen apontam Mercury como grande influência em seu trabalho. Axl Rose, vocalista do Guns N’ Roses, baseou muito de sua postura no palco em Mercury, com relação a seus movimentos, o uso do piano e o modo de cantar, por exemplo, e declarou que se não tivesse ouvido as letras de Freddie quando criança, não sabe o que teria sido dele.[35] Kurt Cobain, do Nirvana, escreveu em sua carta de suicídio que admirava e invejava a felicidade que Freddie sentia ao estar no palco,[36] e Robert Plant, do Led Zeppelin, declarou que Mercury era o único cantor que, por trás de sua lenda, realmente era uma lenda.[35] Paul McCartney, certa vez, se referiu a Freddie como “Rei Mercury”. [35]

Dave Grohl, do Foo Fighters, declarou que todas as bandas deviam estudar Freddie no Live Aid, quando ele demostrou que era o “maior vocalista de todos”. [28] Personalidades da música poptambém admiram seu trabalho, como Michael Jackson, que assistiu a vários concertos do Queen em Los Angeles, e apontava Mercury como seu cantor favorito,[35] e Katy Perry o apontou como sua maior influência, declarando que a combinação de sua performance sarcástica e suas letras, combinadas com sua atitude de indiferença, afetaram muito sua música.[37] Lady Gagacriou seu nome artístico baseado na canção “Radio Ga Ga” e descreveu Freddie como sendo um gênio, que conseguia se reinventar constantemente. [38]

Em 2008, Mercury ficou em segundo lugar na lista da MTV das “22 Maiores Vozes da Música”,[39]e no ano seguinte também ficou em segundo lugar na lista da rádio Planet Rock das “Maiores Vozes do Rock and Roll”,[40] mas foi o campeão na lista dos “Maiores Vocalistas da História” da revista Classic Rock.[28] Em 2011, Freddie ficou em segundo lugar na lista da NME dos “Maiores Cantores da História”, [41] também ficou em segundo lugar na lista “100 Melhores Vocalistas da História” pela revista Rolling Stone,[31] e foi eleito o maior cantor de todos tempos pelos leitores da revista Gigwise.[42] Mercury também foi eleito a maior celebridade asiática de todos os tempos pela MTV.[39]

Tributos e homenagens

Em 25 de novembro de 1996, foi inaugurada uma estátua em homenagem a Mercury na cidade suiça de Montreux, as margens do Lago Léman, com três metros de altura projetada por Irena Sedlecká;[43] a cerimônia foi assistida por Brian May, Roger Taylor, Montserrat Caballé e o pai de Freddie, assim como por milhares de pessoas.[43] A partir de 2003, fãs de várias partes da Europacomeçaram a se reunir anualmente em frente a estátua de Montreux para prestar tributo ao cantor, com a banda Bearpark And Esh Colliery apresentando canções do Queen.[43] Em 1999, a Royal Mail imprimiu uma série de selos nacionais com o rosto de Freddie, como sinal de respeito.[44]

Em 2009, uma estrela foi colocada em uma calçada de Londres no local em que a família de Freddie desembarcou na cidade em 1964, em uma cerimônia assistida por Brian May e pela mãe do cantor.[45] A partir de 2009, uma compilação de vídeos em sua homenagem passou a ser exibida toda semana em um telão em frente ao Fremont Street Experience, um dos maiores cassinos de Las Vegas.[45] No mesmo ano, foi inaugurada uma estátua de Mercury em frente ao Teatro Playhouse na cidade escocesa de Edimburgo.[46] Outra grande estátua está localizada em frente ao Teatro Dominion de Londres, onde o musical We Will Rock You, baseado nas canções do Queen, é apresentado.[46]

Em celebração dos sessenta e cinco anos de Mercury, o Google o homenageou com seu logotipo em sua página online de pesquisas, que por algumas semanas mostrava uma animação de Freddie cantando “Don’t Stop Me Now“.[47] Outro grande tributo foi pago na Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, quando foram mostradas em vários telões do Estádio Olímpico de Londres a gravação de Freddie realizando sua “chamada e resposta” com a plateia de Wembley em 1986, e a multidão de espectadores e atletas no local respondeu adequadamente.[48] Em seguida, Brian May e Roger Taylor tocaram “We Will Rock You” com a cantora Jessie J no vocal.[49]

Representações na mídia

Em 24 de novembro de 1997, um monodrama baseado na vida de Mercury, o Mercury: The Afterlife and Times of a Rock God, estreou em Nova Iorque, nos Estados Unidos.[50]

A peça apresenta “Freddie”, interpretado por Khalid Gonçalves, examinando sua vida, em um texto de Charles Messina.[50]

Billy Squier abria a peça interpretando a canção acústica “I Have Watched You Fly”, que ele escreveu.[50]

Em 2010, numa entrevista para a BBC, Brian May revelou que o ator Sacha Baron Cohen, conhecido por seus personagens cômicos como Ali G e Borat, havia sido escolhido para interpretar Mercury em um filme sobre sua vida.[51]

O roteiro está sendo escrito por Peter Morgan e vai ser produzido pela TriBeCa Productions de Robert De Niro, com a história indo desde a formação do Queen até a apresentação no Live Aid.[51]

Em abril de 2011, May confirmou que o filme ainda será feito, com previsão para ser gravado em 2014, no entanto, Sacha Baron desistiu do papel e seu substituto não foi revelado.[52]

Em setembro de 2012, foi lançado em DVD e Blu-ray pela Eagle Rock Entertainment, o documentário Freddie Mercury: The Great Pretender, exibido no mesmo ano pela rede britânica BBC One, e vencedor de um Emmy Internacional de melhor programa artístico.

Freddie foi retratado como um personagem de apoio na série britânica Best Possible Taste: The Kenny Everett Story, exibido em outubro de 2012, interpretado por James Floyd.[53]

Discografia

Com o Queen, Mercury lançou quinze álbuns, incluindo um disco póstumo, e também lançou dois álbuns solo.[4]

Os discos estão listados a seguir:

Com o Queen

Solo

CITAÇÃO

Freddie Mercury – Um show de autenticidade

“Acho que ser natural e sincero é o que conta!”

Freddie Mercury / Fonte: Mensagens com Amor

Freddie Mercury

Farrokh Bulsara

(Zanzibar, 5 de setembro de 1946Londres, 24 de novembro de 1991)

71 Anos

4 ▒ ACONTECIMENTOS


1850 – Elevação do Amazonas à categoria de Província – Estado Brasileiro



1961João Goulart volta ao Brasil após viagem à China para ser empossado presidente (v. Campanha da Legalidade).


1977Nasa lança nave Voyager 1.


2000Tuvalu é admitido como Estado-membro das Nações Unidas.


5 ▒ FALECIMENTOS


1798Auguste Comte ▒ Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (Montpellier, 19 de janeiro de 1798Paris, 5 de setembro de 1857) foi um filósofo francês, fundador da Sociologia e do Positivismo, que trabalhou intensamente na criação de uma filosofia positiva. O alicerce fundamental da obra comtiana é, indiscutivelmente, a “Lei dos Três Estados”, tendo como precursores nessa ideia seminal os pensadores Condorcet e, antes dele, Turgot.

1997Madre Teresa de Calcutá ▒ Anjezë Gonxhe Bojaxhiu M.C. (Skopje, 26 de agosto de 1910Calcutá, 5 de setembro de 1997), conhecida como Madre Teresa de Calcutá ou Santa Teresa de Calcutá, foi uma religiosa católica de etnia albanesa, nascida em território sob Império Otomano, e naturalizada indiana. Fundou a congregação religiosa das Missionárias da Caridade. Madre Teresa de Calcutá também foi duramente criticada, especialmente por suas posições acerca do controle de natalidade.

6 ▒ FERIADOS e EVENTOS CÍCLICOS

  • Elevação do Amazonas à categoria de Província (feriado local)
  • Dia do Irmão
  • Dia do Oficial de Justiça
  • Dia da Amazônia

7 ▒ TRAGÉDIAS da HUMANIDADE

8 ▒ CIDADES ANIVERSARIANTES

Dados do IBGE

Alagoa Nova (PB)

Porto União (SC)

Porto União – SC

100 Anos

5 de Setembro de 1917

portouniao.sc.gov.br

Porto União é um município brasileiro do estado de Santa Catarina.

Sua população é de 33.497 habitantes.

Por estar separada da cidade de União da Vitória apenas por uma linha férrea e pelo Rio Iguaçu as cidades formam um único núcleo urbano de aproximadamente 91.695 habitantes, sendo conhecido como “As Gêmeas do Iguaçu”.

Conta com as águas do Rio Iguaçu que em um de seus trechos faz a divisa com o município de União da Vitória.

Porto União está localizada no planalto norte de Santa Catarina.

5 de Setembro – Porto União, SC e União da Vitoria, PR – Foto aérea — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

História

Povoado

Como povoado, a cidade começa em 1842, com a descoberta do Vau, no Rio Iguaçu, lugar no rio, de baixa profundidade que facilitou as passagens das tropas que vinham dos campos de Palmas.

Esse lugar era também o ponto de embarque e desembarque para quem se vali do Iguaçu como meio de transporte.

Daí o primeiro nome: Porto da União.

A pequena vila cresce e em 1855 tem seu nome mudado para Porto União da Vitória.

Em 1880 chega de Palmas para se estabelecer no comércio, com a compra e venda de sal, o Coronel Amazonas Marcondes. No ano seguinte tem início a navegação a vapor no Rio Iguaçu transportando passageiros e mercadorias.

5 de Setembro – Entrada da cidade – Pórtico — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

O grande rio sempre esteve ligado à vida e a história da cidade, desde suas origens, acariciando ou castigando-a, às vezes. A partir deste ano chegam os primeiros colonos de origem europeias, na maioria alemães.

Mais tarde aportam outras etnias: poloneses, ucranianos, austríacos e russos.

No início do século XX, chegam os libaneses. A cidade desenvolveu-se e em 1901, é criado o município de União da Vitória.

Em 1912 tem início conflitos do Contestado que se prolongam até 1916.

Em 5 de setembro de 1917 é criado o município de Porto União que a partir daí passa a conviver, em todos os aspectos, com a parte da cidade que ficou do lado paranaense.

É paradoxal, mas é verdadeira, a linha que divide os municípios, une as comunidades.

A divisa entre as Cidades Irmãs

A definição exata da linha que divide os dois municípios de Porto União e União da Vitória, assim como os estados de Santa Catarina e Paraná gera muita confusão para os moradores e principalmente para os visitantes das cidades.

5 de Setembro – Para a esquerda, Porto União, SC, para a direita, União da Vitoria, PR – Foto de Nilson Rodrigues — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

A linha divisória é dada na parte leste pelo rio Iguaçu, após a ponte de ferro na parte central pelos trilhos da RFFSA, e na parte oeste pela antiga estrada de Palmas.

Como esta confusão ocorre tanto em revistas, como até mesmo em alguns mapas, é bom que o tema seja esclarecido de uma vez por todas.

Por exemplo no Google Earth o centro da cidade de União da Vitória está incorporado ao estado de Santa Catarina.

No OpenStreetMap, a Wikipédia dos Mapas, é possível visualizar com clareza a divisa entre elas.

5 de Setembro – Bairro Cidade Nova — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

Aspectos geográficos

O município de Porto União está localizado no Norte Catarinense, a uma altitude média de 752 metros, sendo o ponto culminante do município o pico do Cerro Pelado, com 1300 metros.

O relevo é constituído de planícies, montanhas, vales, grandes várzeas nas bacias dos Rios Iguaçu e Jangada, na divisa com o estado do Paraná, e do Rio Timbó.

O município é banhado pela bacia do Iguaçu, e seus afluentes: Rio Timbó, Rio Pintado, Rio dos Pardos, Rio Bonito, Rio Tamanduá, Rio Barra Grande, Rio Pintadinho e Jangada.

O Clima é predominantemente mesotérmico úmido com temperatura média anual de 16,7 °C, com verões frescos com média de 21 °C e invernos rigorosos com média de 12,6 °C. No inverno ocorre com frequência geadas. A precipitação média anual é de 1530 mm.[6]

5 de Setembro – Centro — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

Economia

Esquadrias de madeira

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Madeira processada mecanicamente, estima-se que a capacidade instalada de produção brasileira de portas seja de 6 milhões de peças por ano, o que significa que nossa região, com 56 fábricas, (colocando nesse cálculo os municípios vizinhos), produz efetivamente 18,6% da produção brasileira de portas, já que é responsável por uma produção mensal de 93 mil portas e cerca de 55 mil janelas, ou 1.116.000 portas/ano e 660.000 janelas/ ano.

Agroindústrias

As agroindústrias de Porto União significam hoje 25% da economia do município.

São 26 agroindústrias espalhadas por todo o interior, envolvendo mais de 250 famílias. Uma das consequências mais positivas dessas agroindústrias é a redução do êxodo rural e a geração de renda para os agricultores.

Existem 4 agroindústrias que produzem embutidos todas com inspeção municipal e federal.

Os principais são a linguiça, o salame, o lombo defumado, a costelinha, o bacon e a linguicinha.

Também cresce a indústria de equipamentos agrícolas, como as Indústrias Knapik.

5 de Setembro – Casarão – Pórtico — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

Cultura

Arquitetura

Em toda a cidade temos referências de vários estilos da arquitetura, regional e mundial, podendo reconhecer o processo de desenvolvimento da cidade durante as décadas ligadas a esses padrões apresentados nas fachadas.

Dentre os padrões da arquitetura local o estilo colonial sul-brasileiro, com as clássicas casas feitas de tábuas de araucária, muitas vezes com sua estrutura de imbuia, retirada na própria região, mesmo nas casas mais singelas, lembrando que essa região teve como base econômica o extrativismo das madeiras de lei.

Os padrões dessas construções muitas vezes remetiam as culturas daqueles que as erguiam, como dos alemães, poloneses e ucranianos, que desde a metade do século XIX começaram a povoar a região.

Outra referência clássica regional do início do século XX é a utilização de basalto com argamassa branca nas construções.

Mais uma vez inteligentemente utilizando material local de grande abundância na região, as famílias mais ricas, que podiam contratar mão-de-obra para construir suas casas com tijolos e também alguns edifícios públicos têm o seu embasamento e cantaria de basalto unida com a argamassa branca.

No centro da cidade a referência é a antiga Escola Alemã.

Na região rural da cidade, no distrito de São Miguel da Serra, as paredes de sua igreja foram construídas com esse mesmo material, o que fez dela um ícone da história e cultura regional.

5 de Setembro – Igreja Nossa Senhora das Vitórias — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

Outro momento arquitetônico da cidade de Porto União são as construções do início do século XX com padrões do ecletismo, com riqueza de ornamentação, tão comum nos grandes centros urbanos da época, utilizando alvenaria de tijolos como material base de construção.

Esse estilo mostra claramente a riqueza regional, ligada a extração de madeira, e a tentativa de fortificar o sentimento nacionalista em uma região lembrada pelas lutas separatistas.

A maior referência arquitetônica na região fica por conta da estação ferroviária das cidades gêmeas no estilo art déco, inaugurada em 1942 para atender o trecho Itataré-Uruguai.

Devido a sua construção, nesse estilo muito peculiar e extremamente atualizado com as novidades dos centros urbanos da época, várias outras construções foram erguidas no mesmo estilo.

Hoje o centro de Porto União tem uma das maiores concentrações do estilo art déco do país.

5 de Setembro – Entrada da cidade – Monumento, e Pórtico ao fundo — Porto União (SC) — 100 Anos em 2017.

Turismo

Caminho das águas

O setor turístico do município possui muita diversidade e estrutura para os turistas.

No total são 150 cachoeiras e corredeiras que compõem o cenário natural do nosso interior.

Um dos destaques é o Salto do Pintado, a 18 km da área central. Com 30 metros de altura, fornece energia para a fábrica de bancos de igreja de São Miguel da Serra, um dos mais importantes distritos do município.

Também merece destaque o Salto do Rio dos Pardos, com 72 metros de altura.

Além destas, muitas outras cachoeiras possuem estilos mais selvagens, algumas são de difícil acesso e acabam atraindo turistas para aventuras radicais, como rapel, trekking ou canoagem.

Cachoeiras e saltos com as altura:

  • Salto do Rio dos Pardos – Rio dos Pardos (72 metros)
  • Cachoeira do Km13 – Rio Forquilha (25 metros)
  • Salto do Pintado – Rio Pintado (30 metros)
  • Cachoeira Barra do Rio Bonito – Rio Bonito
  • Salto do Rio Bonito – Rio Bonito (30 metros)
  • Cachoeira do Rio Alonso – Rio Alonso (30 metros)
  • Salto do Quati – Rio dos Pardos (12 metros)
  • Cachoeira do Despraiado – Rio Timbó (70 metros)
  • Cachoeira do Rio Bugio (9 metros)
  • Cachoeira do Rio Pila 
  • Cachoeira Campestre 
  • Cachoeira Boca do Corte – Rio Papuã
  • Cachoeira do Legrú – Rio da Areia
  • Cachoeira da Rampa (6 metros)
  • Cachoeira da Pedreira 
  • Cachoeira São Martinho de Baixo 
  • Cachoeira São Martinho de Cima 
  • Cachoeira do Branquinho (10 metros) – Rio Santa Maria
  • Cachoeira do Rio São Francisco (61 metros)
  • Cachoeira do Rio Jangada
  • Cachoeira Formosa (5 metros)

9 ▒ GALERIA de FOTOS

10 ▒ CRÉDITOS

Datas, fatos e os nascimentos mais importantes no Brasil e no Mundo, em todos os dias do ano, ilustrado com fotos e curiosidades.

SITE ► acontecimentosdodia.com

FONTE PRINCIPAL ► WIKIWAND

OUTRAS FONTES de PESQUISA:

Cidades IBGEFilmowAdoro CinemaBIO (facebook)GShowAniv.DiaAniv.FamososHistoryHistory (facebook)

Paul Sampaio, perfil, 1  Paul Sampaio – Autor

PESQUISA e REALIZAÇÃO

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